Solatio Energia, planeja conquistar 30% a 40% do mercado solar fotovoltaico no Brasil

A capacidade instalada deve atingir 3,5GW até 2023 segundo projeções do governo.

A Solatio foi maior vencedora no leilão de energia solar reserva deste ano ao conquistar 40% dos porjetos viabilizados. A empresa vendeu eletricidade de 12 projetos com uma capacidade instalada de 360MW.

Os investimentos para implantar as usinas solares estão estimados entre R$1,8 bilhão e R$1,9 bilhão (US$755 milhões), ou um pouco acima de US$2 milhões par MW instalada, informou à Recharge o sócio-diretor da empresa no Brasil,  Pedro Vaquer Brunet.

Ele disse que a Solatio tem uma carteira de projetos solares de 1,5GW no Brasil, dos quais, 1,4GW há estão habilitados para leilões futuros.

Mas, a Solatio, como uma desenvolvedora de projetos, não planeja operá-los: assim que forem concluídos, serão postos à venda, revelou Brunet.

Mesmo assim, a Solatio deve participar dos futuros leilões, apesar de Brunet ter criticado os baixos preços.

A Solatio vendeu energia a R$217/MWh para projetos em São Paulo e R$216/MWh em Minas Gerais, conseguindo um preço um pouco melhor que a média para o leilão que foi de R$215,12, um dos mais baixos do mundo. A capacidade total contratada no leilão foi de 890MW.

“O governo não pode esperar que os preços fiquem neste nível nos leilões futuros”, explicou. “Vendemos energia porque era uma janela de oportunidade”.

A Solatio firmou parceria com a empresa de engenharia espanhola Cobra (por meio da subsidiária Lintran) para nove projetos no estado de São Paulo com capacidade total de 270MW. Em Minas Gerais, a parceira foi formada com a  fornecedora de painéis solares canadense Canadian Solar para três projetos com capacidade total de 90MW.

A Canadian Solar terá uma participação acionária nos projetos mineiros e também fornecerá os painéis, mas não quis comentar sobre seus planos para o país.

Brunet disse, no entanto, que está em conversar com quatro a cinco fabricantes de painéis, entre os quais a parceria canadense, para os projetos paulistas e deve fechar o contrato no primeiro trimestre de 2015. Ele também informou que Solatio espera fechar com fornecedores que atendam as regras de conteúdo local para poder acessar o financiamento do BNDES.

fonte: http://www.rechargenews.com/brasil/article1384709.ece

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